quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Homenagem ao casamento de Francielle e Rafael

Dia 28 de novembro foi casamento de uma amiga minha, Francielle, com seu noivo Rafael. Eu, como ainda desempregado e estudante que sou, não tinha dinheiro para comprar nenhum presente digno da data, que eles, claro, consideram como o ápice de suas vidas – até agora. Então, fiz o que estava ao meu alcance: juntei lápis, borracha, uma folha de A4 e uma foto para servir de modelo. Soltei a minha mão no papel e, após algumas horas de trabalho, saiu o desenho abaixo. Detalhe: o casamento era no dia seguinte!

Francielle e Rafael

Falô aí.
Obs.: a ideia do desenho foi de inspiração da própria noiva, há talvez mais de um ano, quando na verdade ela só queria um desenho pro aniversário dela. Enrolei muito, mas no final compensou, não?

sábado, 21 de novembro de 2009

Transição

Tudo pelo que passamos segue uma certa linearidade. Começo e fim; nascimento e morte; apresentação e conclusão. Entre os dois pólos criadores e destruidores de tudo, existe um movimento constante, um meio, uma transição. Podemos observar que praticamente tudo na vida tem esse fluxo entre o princípio e o fim. Essa transitoriedade tem, a princípio, muito a ver com a ideia de crise.

Entre a ideia e o resultado, passamos por essa crise, na qual desenvolvemos a ideia com um determinado fim; no entanto, devemos nos esforçar para que o conceito possa ser esculpido em um produto final. Isso é, basicamente, um dos aspectos do caminho a ser trilhado na vida e na dinâmica do cosmos. Define as tribulações pelas quais passamos e que muitas vezes não entendemos.

O homem é o exemplo vivo da crise. Durante a Idade Média, o homem europeu pôs de lado seus valores hedonistas para se dedicar a um só Deus; logo depois, sua Renascença, ainda medieval pôs em descrédito o obscurantismo medieval e passou a valorizar a índole humana. A epistemologia humana entrou em crise. No campo artístico, o homem quebrou muitas vezes o seu ideal de "arte", passando por processos de naturalização e abstração constantes. Isso veio a agravar com a vinda da fotografia, que causou um abalo sísmico nos cânones clássicos até então vigentes.

Thomas Kuhn (1922-1996), quando descreve o desenvolvimento da ciência, cita as Revoluções Científicas como quebras de paradigmas, quando as estruturas teóricas de uma ciência normal não são mais suficientes para explicar os fênomenos científicos, sendo que nesse período de crise, surgem várias teorias críticas que tentam explicar o caos momentâneo instaurado no momento. As grandes Revoluções, como a Francesa e a Russa, são crises anômalas que quebram o poder vigente. Karl Marx (1818-1883) mostrava que essas grandes revoluções se davam por um movimento dialético, inspirado na teoria hegeliana, no qual duas classes (tese e antítese) chegavam ao ápice do antagonismo, estourando em uma síntese que transformava toda a base (infraestrutura) da sociedade. Assim, para Marx, a sociedade perfeita se chegaria através de várias sínteses, que apareceriam como revoluções, marcando as crises.

A adolescência é outro exemplo de um período no qual o indivíduo, em sua construção constante e busca por um resultado, no caso a autoafirmação da personalidade, entra em crise. Além disso, seu organismo passa por transformações para tentar se adequar a uma vida que, em tempos primitivos, seria dedicada a caça, coleta e reprodução em massa, transformados hoje em stress cotidiano, acúmulo de bens e relacionamentos.

Mas a transição, apesar de esforçada, sempre é tem seu caráter construtivo, não só por seu resultado, mas pelo seu processo em si. Assim como a lagarta, que precisa se trancar em um casulo, onde sofre uma metamorfose, para depois romper as paredes do mesmo e abrir voo como uma bela borboleta, o quadro que precisa ser pintado, a música que precisa ser executada, o livro que precisa ser escrito, etc. Tudo é, como dizia Heráclito (540 a.C.-470 a.C.), devir - a chama do processo, um vir a ser constante. Ou, nas belas palavras de Lenine: "precário, provisório, perecível, falível, transitório, transitivo, efêmero, fugaz, passageiro; eis aqui um vivo, eis aqui um vivo..."

Hoje, esse blog pelo qual vos escrevo completa três anos. Embora a mente canse e enfraqueça, surgindo uma vontade de fechá-lo em alguns momentos, ele não parece realmente ter fim. Desde o tempo em que ele surgiu, percebi o caráter transitório da vida, e a dinâmica das crises, que surgem em todo organismo vivo e em toda a natureza. Afinal, nada é perfeito. O ser humano, em sua sede pela imortalidade, pensa que o próprio planeta é perene. Ledo engano! O que todos devemos perceber é o caráter transitório de tudo, afinal, vivemos o hoje: o passado é um delicioso saudosismo e o futuro é desfocado e incerto.

Falô aí.
Obs.: não foi uma grande surpresa, eu sei. Houve poucas alterações: apenas o banner foi mudado, e o template ganhou uma pequena mudança. Provavelmente vou diminuir o número de tags e vou limpando um pouco mais o blog, tentando deixar ele mais ágil e simples. Mas cada coisa a seu tempo.
Obs. 2: além dos posts de aniversário de 2008 e 2007, recomendaria ler esse daqui.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vestibular, no fundo, é uma granda farra

Passou, enfim, a fatídica primeira fase do Processo Seletivo Vestibular 2010, da UEL. A partir de hoje, são mais vinte e um dias de estudos para conseguir passar na segunda fase. Isso ainda sem saber se eu passei da primeira, na qual eu acertei trinta e seis questões. Saberei apenas dia 25 desse mesmo mês. Dizem que foi bom, e que estou passível de passar pra próxima etapa, mas ainda assim não me dou por satisfeito. Poderia ter rendido melhor e acertado questões que eu sabia, mas agora foi-se. Não preciso mais remoer. Agora, o lance é olhar pra frente, em direção à segunda fase. Se não adiantar, que se foda. Uma prova não define o conhecimento e o potencial de uma pessoa, mas apenas seu esforço para engolir conhecimentos de interesse do establishment, que vão, em sua maioria, se esvaecer na maioria dos candidatos ao longo do tempo. Essa prova, no fundo, é um grande porre.

Falô aí.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Questão de gênio

ESCÂNDALO! QUESTÃO 61 DO VESTIBULAR UEL 2010 VAZOU! ou Como fazer uma boa propaganda sensacionalista (tirado na cara-de-pau do Não Salvo):



Falô aí.

domingo, 1 de novembro de 2009

Faustino - os vídeos

Para não deixar a descrição do teatro do dia 20 do mês passado ficar prisioneira das palavras, lanço aqui alguns vídeos já conhecidos do elenco, lançados no Youtube.



Faustino - o xenhenhem


Faustino - o casamento


Faustino - o transsexual


Faustino - a primeira parte do repente


Deleitem-se!

Falô aí.
Obs.: por enquanto, sem o vídeo completo do repente.
Obs. 2: estou trabalhando em uma possível surpresa pro aniversário do Ócio.
Obs. 3: não deixem de ler Faustino - o espetáculo e Faustino - o poema.
Obs. 4: faltam 15 dias para o Vestibular...

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Sobre o ocioso que aqui escreve...

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Maurício Pitta
Estudante, amador em diversas áreas da vida (música, desenho, literatura), pseudofilósofo nas horas vagas e um (quem sabe?) fracassado aproveitador da vida.
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Talvez o mais avassalador efeito alucinógeno não seja o de drogas, mas sim o do ócio, puro e nefasto, que nos tenta irresistivelmente à procrastinação, mas que ao mesmo tempo cria poderosos frutos criativos em nossa consciência.