terça-feira, 10 de novembro de 2009

Questão de gênio

ESCÂNDALO! QUESTÃO 61 DO VESTIBULAR UEL 2010 VAZOU! ou Como fazer uma boa propaganda sensacionalista (tirado na cara-de-pau do Não Salvo):



Falô aí.

domingo, 1 de novembro de 2009

Faustino - os vídeos

Para não deixar a descrição do teatro do dia 20 do mês passado ficar prisioneira das palavras, lanço aqui alguns vídeos já conhecidos do elenco, lançados no Youtube.



Faustino - o xenhenhem


Faustino - o casamento


Faustino - o transsexual


Faustino - a primeira parte do repente


Deleitem-se!

Falô aí.
Obs.: por enquanto, sem o vídeo completo do repente.
Obs. 2: estou trabalhando em uma possível surpresa pro aniversário do Ócio.
Obs. 3: não deixem de ler Faustino - o espetáculo e Faustino - o poema.
Obs. 4: faltam 15 dias para o Vestibular...

sábado, 24 de outubro de 2009

Faustino - o poema

Como complemento do último post, Faustino - o espetáculo, apresento aqui um belo poema, feito por Isabela Cunha, que iria ser apresentado antes da peça, no dia 20, mas que não foi consentido por todos os alunos. Como eu achei de bom grado, apresento-lhes agora, como uma versão alternativa àquela que eu contei no post passado, e não menos completa.


Tentaram tapar na boca
Uma critica à certa realidade
O terceiro B apresenta:
‘Um ensaio sobre a vaidade’

Era um em sete pecados
E governava uma escola de nome
Eram, os outros, alunos sentados
Que ganharam um dia um certo microfone:

Era uma sala grande
Com cadeiras em fila, como essa em que você está
Era um palco também grande, cheio de cortina
Como o que estamos nós, aqui, do lado de cá.

Imaginem vocês que um dia
Chegou a essa escola sem par
Um projeto que nunca se via
Mas que cumprir se devia
E também se devia apresentar.

Pensou-se logo em um clássico
Um drama plácido
De fazer chorar
Desistiu-se, no entanto, e fácil
Ao sentir num olho da cara
O que aquilo podia custar

Depois de labuta labuta labuta
Depois de muito se pensar
Escolheu-se uma simples peça
Cuja intenção não era polemizar

Aqueles que são – Cláudio Simões
Era o que iria se apresentar
Era! Pois chegou o belo dia
Em que o tal pecado veio a nós gritar

E ele dizia assim
E ele dizia assado
Não passava de obsessão
Como é comum a um mero pecado

E ele mandava que não
E, no entanto ficava parado
E o tal pecado moralista
Dizia se tratar de um assunto delicado

E o teatro que falava de AIDS
De homossexualismo, de amor
Devia ser trocado por outro
Um em que o pecado encontrasse
Aquilo que julgava ser pudor


Os tais alunos indignados
Não se conformavam, porém.
Estavam sendo censurados
Cidadãos censurados! Neste século! Veja bem!

Censurados por falar de sexo?
Censurados por puro preconceito?
Censurados por falar de amor?
Ou por que falar de uma doença é GRANDE falta de respeito?

O que sei é que sem querer muito bem
Quase chegamos aqui ao teatro
Sem algo que se pudesse apresentar
Sem nada a ser representado
No entanto achamos por bem
Não ocupar mal o que seria seu tempo vago
E, para contar nosso ano,
Nos utilizamos deste pequeno espaço

Um teatro,
Uma rima
Que talvez grande mal vá nos causar
Mas creio que vocês viram
Que AIDS, homossexualismo e amor
Não foi o assunto de que viemos tratar

Falamos da vaidade um grande pecado
É quase religioso se você bem pensar
E aqui satisfeitos terminamos
Para não mais do seu tempo ocupar

Pedimos ainda desculpas
Aos professores que tentaram ajudar
Mas sempre soubemos: pecados são maus
E nunca vão conseguir mudar

E agora que temos este espaço
Para divertir, para representar
Dizemos que com um pouco menos de prazer
Outra peça iremos apresentar

Faustino, um ferreiro nordestino
Peça de Eliane Ganem
Sobre o homem que quer ser rico
Resolvemos apresentar por bem

Sendo assim esperamos que divirtam-se
E que essa noite possam apreciar
A peça em que tanto trabalhamos
E que apenas por vocês é que vamos representar

Desejamos uma boa noite
E no mais somos muito gratos
E claro, desejamos ainda
Um ótimo espetáculo
(Isabela Cunha)

Falô aí.
Obs.: novamente, volto a salientar: o poema não traz necessariamente a opinião do grupo sobre o assunto; sua autoria é de responsabilidade da autora e sua publicação nesse blog é de minha responsabilidade.
Obs. 2: não deixem de ler Faustino - o espetáculo, e esperem por Faustino - o repente, com o vídeo da minha parte no teatro.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Faustino - o espetáculo

Outubro de dois mil e nove. Dia vinte. Trinta e quatro corações ansiosos por um momento de esplendor ou queda, quem sabe? Chuvas tortuosas no dia anterior, um céu nublado, dezenas de objetos a serem carregados. Dúvidas pairando no ar e incerteza na mente de todos. Nervosismo. Esses foram fatos que marcaram os momentos anteriores à apresentação do teatro Faustino, pela turma do 3°B matutino do Colégio de Aplicação. Sim, eu estava ali no meio, e não menos que os outros, senti as tribulações batendo à porta.

O teatro desse ano foi tortuoso. Um caminho de pedras, sinuoso e escuro, por onde todos passamos. Os problemas começaram baixos, como se fossem comuns, ainda no primeiro semestre do ano. Primeiro, a escolha da peça, que se deu no velho caminho da democracia, no qual a maioria da sala escolheu Otelo, de Shakespeare, para ser apresentado. Eis que surgiam problemas relativos à complexidade da peça em si. Poucos personagens, com falas enormes, um cenário incompatível não com nossos anseios, mas sim com as nossas condições de tempo e financeiras, problemas de adaptação ferrenhos e uma linguagem fortemente erudita para nosso cotidiano. Além de tudo, um drama. Será que deveríamos continuar com o clássico?

Então, apareceu um cara com tendências rebeldes, fantasiado de professor. Ou nossa concepção de professor é que estava errada? De qualquer maneira, Claudio, o Nando Reis londrinense, surgiu com ideias no momento em que a gente mais precisava. Ele sugeriu então que fizessemos um musical - por que não? Hair, relativo à contracultura dos anos 60/70, era um caminho certeiro que podíamos trilhar. Imagine: uma crítica a sociedade de consumo que impera desde o final da Segunda Guerra Mundial, propondo uma utopia baseada nos princípios de paz, amor, sexo e liberdade - as melhores coisas da vida - e com música! Precisava de mais? Infelizmente, não era esse o caminho que poderíamos trilhar para o teatro - quem sabe pelo sistema vigente, autoritário, que se esconde debaixo dos panos da nossa democracia indireta, exercida por líderes que muitas vezes nem sabemos por que escolhemos; ou simplesmente por uma mentalidade retrógrada e conservadora. Musical não podia ser feito e ponto final. Mas era o musical ou o tema que desagradava o poder vigente? Hair, mais uma vez, era proibido por problemas morais que já deviam ter sido extirpados daqui desde o século passado.

Tudo bem, vamos deixar o musical pra lá. O que fizemos então? Surgimos com uma peça que iria ter tom de crítica, um certo humor irônico em algumas partes e que seria bem trabalhada ao mesmo tempo, mas que não seria um musical e nem teria tamanha complexidade. Aqueles que São, de Cláudio Simões, era a peça certa. E, faltando não muito tempo para o teatro, foi nela que começamos a trabalhar com vontade. Nosso caminho parecia livre, e tudo parecia fluir. A adaptação rolou, o projeto gráfico da camiseta já estava andando, a equipe da divulgação já mostrava empenho, e todos se uniram para fazer aquilo funcionar.

Não obstante, chegou a decepção: falar de Aids, homossexuais e sexo é proibido. Pelo menos é o que fizeram parecer. Pelo jeito, como meu professor de História do Brasil no cursinho diz, "a classe média no Brasil continua muito moralista". Descartaram nosso teatro menos de dois meses antes da apresentação; e vieram dizendo que éramos capazes, que iríamos fazer um bom trabalho, que confiavam na gente. Mas não ofereceram suas mãos; apenas suas garras. Tudo o que queríamos discutir de maneira saudável para o bom andamento do teatro era sumariamente ignorado. Cortamos as falas fortes, os palavrões, as cenas que insinuavam o sexo. Enquanto isso, a televisão mostrava em horário nobre protagonistas de novela em cenas dignas de bordel, como se fosse um pornô autorizado. Que sociedade contraditória a que temos, não é mesmo? O que queriam de nós, afinal?

Planejamos boicotes, planos revolucionários, cartas à grandes jornais - mesmo que esses sejam financiados e manipulados por moralistas. Nada disso deu certo, não por falta de empenho, mas sim pela coerção que impunham. Pelo jeito, marcas da ditadura ainda assolam nosso país pelas beiradas, do mesmo jeito que a política oligárquica assolava os tempos de Getúlio - sempre de modo furtivo. Mas, se não podemos lutar contra o poder, vamos fazer o que eles mandam e nos superar.

Foi o que fizemos. Quem iria dizer que um teatro escolhido em um mês e alguns dias, ensaiado às pressas, cheio de conflitos e desânimos por todas as partes, e ainda sob pressão do colégio, acabaria atraindo quase novecentas pessoas, criando um público recorde das apresentações do Aplicação no Cine Teatro Universitário Ouro Verde - que tem espaço pra apenas 853 pessoas sentadas, diga-se de passagem?

Houve uma rotina cansativa de ensaios que perduraram por um mês, com várias crises internas, mas que surgem em qualquer relacionamento social. Tivemos de correr atrás de apoio, fizemos várias "ações entre amigos" em busca de dinheiro que ajudasse no teatro, nos atropelamos vários momentos na divulgação, no cenário, no próprio figurino. O cartaz, por exemplo, saiu faltando aproximadamente uma semana para o evento. Mas, mesmo assim, nos unimos e superamos o desafio, com a ajuda de pessoas especiais que desempenharam o papel que na verdade deveria ter sido o de outros, que apenas vetaram nossas ações e taparam nossas bocas. É como foi escrito no folder do nosso teatro, recebido na entrada do Ouro Verde por mais de oitocentas pessoas: "Sozinhos não somos nada, mas unidos somos tudo, em que tudo acaba em uma amizade, capaz de superar qualquer dificuldade."

Enfim, nosso teatro, Faustino, um Fausto brasileiro, de Eliane Ganem, apresentado por toda nossa turma do 3°B (Ernesto, Laís, Yolanda, Jonatas, Eduardo Cardoso, Loren, Nelissa, Juliana Carraro, Igor, Flávia Copabianco, Thayse, Juliana Aila, Allana, Elis, Rodolfo, Lucas, Jefferson, Marília, Eduardo Tramontina, Isabela, Gustavo Ximenes, Felipe, Letícia, Rafael, Gustavo Zapata, Fernanda, Flávia Santa Maria, Giancarlo, Gustavo Carvalho, Heloíse, Marco, Otávio, Renato e eu), foi um espetáculo digno de um grupo teatral profissional. Erros fazem parte do caminho, e todos eles foram imperceptíveis ante a grandeza de nossas atuações. Desde o começo, com a mulher derrubando a panela e com o Faustino gritando pra Bastiana: "Ôôô, muié!!!"; até o final, com todo mundo reunido e com o público aplaudindo em pé, todo o espetáculo foi genial. Quem não esteve presente perdeu uma chance única, de ver uma sala que quebrou paradigmas e chegou até ali, dando um metafórico tapa na cara de muita gente.

Agradeço a todos que deram o apoio necessário, ao Cláudio Zimbábue, a outros professores que também ofereceram seu chão para nossa preparação, a todos que acreditaram em nós, a nossas famílias, amigos, à Grazi do Sigma que me deixou colocar alguns convites na Secretaria, à equipe do Ouro Verde que nos aguentou carregando coisas de lá pra cá desde terça-feira, aos hippies do Calçadão por persistirem lutando contra o sistema, aos assaltantes de segunda a noite, que me proporcionaram um fila-bóia na confraternização do teatro do 3°A, dia 19, lá no Vira Verão; também à equipe da Milano por ter aguentado um monte de gente consumindo pizzas por lá terça-feira, até altas horas, ao Rico por ter filmado, estado lá, dado apoio e me emprestado a camiseta branca e os óculos escuros; e, enfim, às garotas que riram da minha cara quando eu fui no Camelódromo com uma piruca branca, no almoço do dia 20, com o Zapata.

Falô aí.
Obs.: um obrigado especial ao Ernesto Siqueira Junior, o Faustino da peça, que lutou contra os entraves, resistiu, decorou uma porrada de falas e atuou como o verdadeiro protagonista do espetáculo todo. Você foi demais!
Obs. 2: logo, logo, aparece por aí o vídeo do tão esperado repente feito por mim (Pajé) e pelo Eduardo Tramontina (Cacique), que tanta gente aguarda ansiosa. Será que é início de uma carreira?
Obs. 3: meu nome apareceu em praticamente todos os momentos da divulgação, ao lado do desenho. Obrigado, artistas do Renascimento Italiano, por inventarem a assinatura própria nas obras de arte!
Obs. 4: esse texto é de minha responsabilidade, e expressa a minha opinião sobre o assunto, não necessariamente uma opinião coletiva do grupo. Que isso fique bem claro.
Obs. 5: não deixem de ler o poema da Isabela Cunha, em Faustino - o poema.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um Fausto brasileiro


Minha ausência persistente nesse blog não justifica a sua ausência nesse teatro. Por isso, não perca esse espetáculo, Faustino, um Fausto brasileiro, de Eliane Ganem, que será apresentado no dia 20 de outubro, no Teatro Ouro Verde (aquele do Calçadão), pela turma do 3°B matutino do Colégio de Aplicação. É tudo como diz no convite, e o melhor: entrada franca! Vai, fala aí se você não ficou com uma ponta de vontade de ir me ver cantando repente vestido de sertanejo na frente de um monte de gente?

Tô esperando ocê por lá, diacho!

Falô aí.
Obs.: sim, eu sei. Estou há um tempão sem postar. Mas me falta criatividade e acho que meu cérebro está atrofiando por causa do vestibular. Mas prometo que um dia eu volto - nem que seja pra falar um "tchau"!
Obs. 2: o desenho da camiseta, do convite e de outras coisas relacionadas com o nosso teatro foi feito por adivinha quem...

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O homem, a lenda, o mito...

Minha foto
Maurício Pitta
O mundo é feito de trouxas e de trouxas vive o mundo. Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo... Sou estudante e músico (quer dizer, dizem que eu sou, mas ninguém nunca viu). Busco um aprendizado cada vez maior, mas o ócio não me deixa evoluir. Então entrei nessa onda de blogs para tentar ser aceito entre as panelas da sociedade [sic], descarregar minhas idéias e clarear minha mente (ou obscurece-la, quem sabe...). Nada mais vai me ferir, pois eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui e com a minha própria lei.
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