quinta-feira, 29 de julho de 2010

Considerações
e o verbo "fiukar"

Tinha prometido a mim mesmo que não voltaria tão cedo ao blog se fosse para dar algum tipo de post de considerações. Acho um pouco patético se for repetido demais. No entanto, eis-me aqui para dar algumas poucas considerações sobre como andam as coisas e sobre o que eu penso. Depois, solto minha opinião sobre a tosca rixa de Felipe Neto e Fiuk, só pra dizer que tenho algo além de porquês.

Ando bem na faculdade, apesar dos trabalhos e de uma falta de empolgação com muitas pessoas. Há ainda muitas incertezas, principalmente do lado profissional e ideológico, mas já não me acho apenas mais um entusiasta que não sabe fazer nada. Tenho noções, pelo menos. Fui a um evento em Curitiba semana retrasada, o N Design Imersão. Lá, conheci gente de todo o país, aprendi salsa e interagi melhor com esse mundo do design. No geral, gosto cada vez mais do curso. Além disso, adquiri dois livros - não comprava esse tipo de coisa há meses.

A viagem de volta foi conturbada e longa. Curitiba e Londrina tem uma distância aproximada de 380 km; a viagem de volta foi de aproximadamente 18 horas, com direito a duas quebras de ônibus e um par de visitas ao Soledade II, no meio do caminho. Pelo menos tive 16 horas de sono merecido depois disso, com um intervalo de 3 horas no meio para assistir ao , tomar um leite quente e um banho. No fim das contas, ainda peguei gripe - mas foi bom ver as sobrinhas e Curitiba de novo.

Confesso que não sinto mais o mesmo tesão que sentia antes em escrever. Na verdade, acho que a minha relação com a escrita é quase a mesma, mas não a minha relação com a expectativa de sua repercussão. Não ligo muito hoje para que os outros leiam e aprovem meus textos. Considero hoje o Ócio como sendo algo muito mais íntimo e ligado à minha expressão textual.

Outro fator que mudou a minha frequência de posts (que no primeiro semestre de 2009 foi de 8 posts/mês, contra 2,3 do mesmo período desse ano) talvez tenha sido o fato de que eu penso mais antes de escrever. Se ano passado escrevia textos baseados em modelos de dissertação de vestibular, acho que agora sou influenciado pelo design: eu hoje "projeto" o texto, ou pelo menos a ideia. Não chego à bitolação de criar um brainstorm pra um post no blog, mas hoje tenho mais cuidado antes de escrever. Evito jogar opiniões furadas e sem embasamento por aí, só para criar conteúdo.

Não criei ainda um novo template para o blog e nem o migrei para o Wordpress. Penso que até 2011 eu o faça. Não prometo por aqui imagens de trabalhos ou fotos. Acho que 'flickres' e 'tumblres' existem para isso. Falando nisso, quem quiser pode conferir algumas poucas fotos minhas no meu Flickr. Ainda não acho que tenho grandes fotos, mas gosto de pôr algumas autorais por lá. Não prometo também levas de posts por aí - quem quiser ouvir opiniões soltas, que visite meu Twitter. Evito criar contas à toa; prefiro que sirvam para algo. Ainda penso em criar um Tumblr, desde que o layout seja meu - não me veio tempo. Enfim, um dia eu surjo com ele.

Por agora, gostaria de pontuar algumas coisas.



O caso Felipe Neto vs Fiuk para mim é inútil. Devo ter dito pelo Twitter minha opinião, mas volto à dizer: não ligo para nenhum deles. Ambos são produtos de massa, que buscam a fama para inflar o ego. Fiuk aproveita sim a fama do pai e sua posição vantajosa para seu próprio bem, iludindo o gado sem fazer muito esforço. Felipe Neto aproveita sim a fama de Fiuk para construir sua própria. São todos uns vendidos. Mas quem não é nesse mundo de hoje?

Sinto falta de uma pureza de intenção que nunca vi. Políticos, "artistas", trabalhadores. Eu e você, nós e eles. Ninguém faz de graça - mas ninguém pode fazê-lo. E isso é triste.

Por isso, continuo achando esses dois indivíduos frívolos. E ponto.

Um dia eu volto pra falar mais alguma coisa, quem sabe.

Falô aí.
Obs.: o desenho do Fiuk bonitão que tem aí em cima é feito por mim, só para constar.
Obs. 2: coloquei poucos links. Foda-se. Se der, depois coloco alguns. Se quiser saber da rixa dos dois, procure no Google. Desculpe a aparente antipatia; é só sono, na verdade.

5 comentário(s):

  1. O desenho ficou excelente, pelo menos para um leigo neste tipo de arte. Quanto a discussão, sei quem é o tal de fiuk por causa do pai dele, já Felipe Neto, nunca vi mais gordo e tenho pouco interesse em saber o conteúdo da discussão.

    Em terra que Parangolé faz sucesso, quem sou eu para discutir se esse ou aquele é que merece tal atenção do povo. Só não me venha dizer que a voz do povo é a voz de Deus.

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  2. Gostei do jeito que ficou as sombras do desenho. Não conheço esse Fiuk, e nem tenho interesse. Sobre Felipe Neto, apesar dele falar mal das coisas com base em argumentos (uns não muito sólidos), ele acabou se tornado uma das coisas que ele critica: uma sub celebridade (assim que escreve?) e uma modinha. Além do mais ele acabou se tornando, em parte, hipócrita.

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  3. Adorei. Estou por fora da rixa Fiuk e Felipe Neto (e quase pensei que o tal Felipe era o futebolero que confundiu campo com ringue, sabe?). Anyway. Não sei o que dizer, gostei muito. Mas não gosto de pensar nomundo como vendido. Dói. Decepciona. Tomara não sejamos assim.
    Parabéns, você é politicamente romântico e, não sei, gosto dessa coisa toda parecida com um grande devaneio.

    O Ócio está entre os meus favoritos.

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  4. concordo com o Edu'ASMa kkkkk

    cara gostei do que vc escreveu aqui "Na verdade, acho que a minha relação com a escrita é quase a mesma, mas não a minha relação com a expectativa de sua repercussão. Não ligo muito hoje para que os outros leiam e aprovem meus textos. Considero hoje o Ócio como sendo algo muito mais íntimo e ligado à minha expressão textual" muito bom mesmo... como aladaecolorida disse este seu lado devaneio é show.. sem boiolices

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Sobre o ocioso que aqui escreve...

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Estudante de Design Gráfico na Universidade Estadual de Londrina; músico e escritor - amador em ambos, e em constante construção; pseudopensador nas horas vagas; um (fracassado/persistente) aproveitador da vida.

Talvez o mais avassalador efeito alucinógeno não seja o de drogas, mas sim o do ócio, puro e nefasto, que nos tenta irresistivelmente à procrastinação, mas que ao mesmo tempo cria poderosos frutos criativos em nossa consciência.

"Frequentemente, os melhores momentos na vida são quando a gente não está fazendo nada, só meditando, ruminando. Quer dizer, a gente pensa que todo o mundo é sem sentido, aí vê que não pode ser tão sem sentido assim se a gente percebe que é sem sentido, e essa consciência da falta de sentido já é quase um pouco de sentido. Sabe como é? Um otimismo pessimista."

BUKOWSKI, Charles. PULP, 1994, tradução de Marcos Santarrita.