Já fazem duas semanas desde que eu entrei na Universidade Estadual de Londrina. Ainda estou me adaptando ao universo novo que é a universidade - afinal, tudo é muito diferente do que eu estava acostumado. Ao longo de minha vida, foram geradas muitas expectativas sobre tal mundo e a visão que eu tinha sobre ele era distante, misteriosa e, portanto, especial. Foi uma certa luta pra alcançá-lo, mas depois de atingido, o objetivo parece mais difuso ainda. Surgem questões do tipo "o que estou fazendo aqui?" ou "a que fim isso vai me levar?", além daquela velha "e agora?".
Foram duas semanas interessantes, confesso. Conheci várias pessoas, de vários lugares, com diferentes objetivos: calouros, veteranos, estudantes de outros cursos; professores, muitos formados inclusive pela UEL, no mesmo curso que eu ingressei. Do pessoal, a maioria é mais velha e madura que eu; outros fazem coisas que eu gosto melhor do que eu. Alguns com objetivos bem definidos, enquanto outros ainda se sentem tão perdidos quanto este que vos fala.
O campus de lá é praticamente uma cidade. Existem ruas, árvores, estacionamentos, edifícios, grafismos nas paredes, serviços variados, como o Hospital das Clínicas, a Fazenda Escola, a escolinha de Aplicação, a academia do CEFE, algumas empresas tecnológicas, quiosques, bibliotecas, além de muitas figuras circulando de um lado a outro, desde cachorros vira-latas até professores, mestres e doutores. No pátio do Restaurante Universitário, dia sim, dia não, há apresentação de grupos musicais ou teatrais, além do lugar ser um interessante ponto de encontro de diversos estudantes, vindos de vários lugares da universidade - talvez permitindo uma analogia com a Ágora ateniense, onde filosofos se encontravam pra bater um papo e pensar o cosmo e questões antropológicas.
Devido a esses atributos, a universidade lembra, em certos aspectos, uma pólis. Além dos aspectos físicos de cidade e de certas coincidências, como o fato de ela se encontrar em um lugar alto da cidade (como acontecia com as acrópoles gregas), há toda uma estrutura burocrática e inclusive uma espécie de democracia, representada principalmente na eleição do Reitor, análogo à figura do prefeito. Apesar de certas falhas que toda "cidade" com mais de 30 mil "habitantes" tem, é um lugar muito interessante de se estudar.
Se formos traduzir aquele ambiente em um município, eu teria nascido no dia 1 de março de 2010 (coincidentemente um dia antes do meu aniversário real de dezoito anos), na região do CECA, no bairro do Design, tendo meus veteranos por "pais". Claro que não é uma perspectiva muito interessante, tendo em vista que fui eleito o calouro folgado já muitos antes do "nascimento" por causa de um post desse mesmo blog, título este que vou carregar por um ano - o que é 1/4 da "vida universitária", considerando a duração quadrienal do meu curso, Design Gráfico. Como qualquer "bebê", estou ainda dando os primeiros passos, com todas as incertezas sobre o sentido da "vida", adaptando-me a um novo mundo recém-descoberto.
Falô aí.
Obs.: pretendia dizer sobre o quanto é legal se sentir artista desenhandomal em um cavalete, ouvindo Beatles e sentado em um daqueles banquinhos de bar, mas provavelmente já mencionei há um tempo atrás no meu Twitter, então...
Obs. 2: esse texto foi escrito em meio a um "recesso da Internet por problemas financeiros", então é provável que uma ou outra informação esteja defasada. Datado de 13/03/10, às 12 horas e 43 minutos.
O campus de lá é praticamente uma cidade. Existem ruas, árvores, estacionamentos, edifícios, grafismos nas paredes, serviços variados, como o Hospital das Clínicas, a Fazenda Escola, a escolinha de Aplicação, a academia do CEFE, algumas empresas tecnológicas, quiosques, bibliotecas, além de muitas figuras circulando de um lado a outro, desde cachorros vira-latas até professores, mestres e doutores. No pátio do Restaurante Universitário, dia sim, dia não, há apresentação de grupos musicais ou teatrais, além do lugar ser um interessante ponto de encontro de diversos estudantes, vindos de vários lugares da universidade - talvez permitindo uma analogia com a Ágora ateniense, onde filosofos se encontravam pra bater um papo e pensar o cosmo e questões antropológicas.
Devido a esses atributos, a universidade lembra, em certos aspectos, uma pólis. Além dos aspectos físicos de cidade e de certas coincidências, como o fato de ela se encontrar em um lugar alto da cidade (como acontecia com as acrópoles gregas), há toda uma estrutura burocrática e inclusive uma espécie de democracia, representada principalmente na eleição do Reitor, análogo à figura do prefeito. Apesar de certas falhas que toda "cidade" com mais de 30 mil "habitantes" tem, é um lugar muito interessante de se estudar.
Se formos traduzir aquele ambiente em um município, eu teria nascido no dia 1 de março de 2010 (coincidentemente um dia antes do meu aniversário real de dezoito anos), na região do CECA, no bairro do Design, tendo meus veteranos por "pais". Claro que não é uma perspectiva muito interessante, tendo em vista que fui eleito o calouro folgado já muitos antes do "nascimento" por causa de um post desse mesmo blog, título este que vou carregar por um ano - o que é 1/4 da "vida universitária", considerando a duração quadrienal do meu curso, Design Gráfico. Como qualquer "bebê", estou ainda dando os primeiros passos, com todas as incertezas sobre o sentido da "vida", adaptando-me a um novo mundo recém-descoberto.
Falô aí.
Obs.: pretendia dizer sobre o quanto é legal se sentir artista desenhando
Obs. 2: esse texto foi escrito em meio a um "recesso da Internet por problemas financeiros", então é provável que uma ou outra informação esteja defasada. Datado de 13/03/10, às 12 horas e 43 minutos.



Interessante o seu breve resumo do início da vida de um calouro. Esoero os demais relatos deste "crescimento".
ResponderExcluirAbraços