José Saramago, literato luso, disse uma vez que chegaremos até o grunhido. Referia-se ao fenômeno do microblogging, como o Twitter, no qual se dissemina informação em basicamente 140 caracteres. Embora não concorde com várias opiniões um tanto conservadoras do escritor, não pode-se negar a carga que tal frase possui. Os mais ávidos tendem a condenar com unhas e dentes a frase, contando todas as vantagens de tal meio de comunicação como se ele quase não tivesse defeito. Outros, por outro lado, o demonizam, assim como fazem com qualquer inovação na área da comunicação; persistem na mídia impressa como única opção e concebem a web apenas como uma anarquia de informações. A discussão já é um pouquinho velha, porém o assunto permanece delicado e aberto a interpretações diversas.Assistia há pouco um documentário no Globo News que falava sobre a concepção de futuro que o mundo tinha no século XX. No programa, Fábio Gandour, cientista-chefe da IBM Brasil, trazia à tona uma questão interessante: estamos em uma era na qual a informação é valiosa, mas também estamos na era da miniaturização; tudo está ficando menor, no tocante à tecnologia - e isso inclui a própria informação. "Hoje em dia, a informação flui em microblogs, em um espaço de 140 caracteres. Os jovens [...] têm pouca paciência pra ler qualquer coisa que vá além de uma telinha de celular", afirma o cientista, propondo uma reflexão importante em seguida: com menor poder de absorção, como iremos gerar conhecimento?
Por coincidência, tenho ao lado um exemplar da revista oficial da Campus Party Brasil desse ano, a Offline.com.br., trazida de lá pelo meu irmão há poucos dias, que tem como tema "futurices", assunto parecido com o abordado no documentário. Em meio a revista, há uma página reservada aos tweets de Marcelo Branco, profissional de TI e ativista pela liberdade do conhecimento. Nesses tweets, Marcelo anunciava sobre o que estava acontecendo ou viria por acontecer pelo evento. Quem foi para lá e o acompanhava pelo Twitter, acabava por se informar sobre o que ia rolar de uma maneira inovadora. Outro Marcelo, o meu irmão, ganhou uma camiseta por acompanhar o Mercado Livre, que em determinada situação anunciou para o pessoal de lá que os primeiros a aparecerem em seu lounge ganhariam tal prêmio. Quem não acompanhava, indagava-se sobre os efeitos do microcomputador na mente das pessoas que corriam desesperadas em meio ao Centro de Exposições Imigrantes...
A discussão já é velha e gerou muita controvérsia, sobretudo quando da data de publicação da entrevista, no meio do ano passado. O microblogging é válido mas, como talvez tudo na vida, deve ser usado com precaução. Muitos nem sabem pra que ele serve, e na verdade ele não tem um real propósito definido. É como aconteceu com os blogs na época de seu auge, quando a mídia impressa começou a sentir seus abalos. Quem sabe aproveitar bem a ferramenta produz frutos. Mas ela não pode, de maneira alguma, substituir o texto, o jornal ou o livro. Ouvi em algum lugar alguém dizendo que uma mídia não destrói a outra. Geramos conhecimento através de nossas estruturas cognitivas; disseminamos conhecimento quando interagimos essas formas de comunicação com discernimento.
Algumas questões, como a de Fábio Gandour, permanecem sem resposta - talvez pela minha baixa afeição por dissertações ou porque suas respostas dependem do tempo e da reação das pessoas às ferramentas de comunicação. De qualquer forma, tal assunto não deve cair em sentimentos passionais, tanto tradicionais quanto de entusiastas - alguns simplesmente se negam a viver além de 140 caracteres.
Por que não simplesmente apreciar a ironia da frase de Saramago estar em um post com o botão "tweet" ao lado?
Falô aí.
Obs.: já notaram que até os links do Twitter são miniaturizados?
Obs. 2: na mesma revista da Campus Party, há uma coluna falando sobre cartões postais feitos em há 100 anos atrás que refletiam a visão do futuro da época. Pois bem, a imagem do começo do post é um deles....
Obs. 3: esse post já está no Twitter.
Por coincidência, tenho ao lado um exemplar da revista oficial da Campus Party Brasil desse ano, a Offline.com.br., trazida de lá pelo meu irmão há poucos dias, que tem como tema "futurices", assunto parecido com o abordado no documentário. Em meio a revista, há uma página reservada aos tweets de Marcelo Branco, profissional de TI e ativista pela liberdade do conhecimento. Nesses tweets, Marcelo anunciava sobre o que estava acontecendo ou viria por acontecer pelo evento. Quem foi para lá e o acompanhava pelo Twitter, acabava por se informar sobre o que ia rolar de uma maneira inovadora. Outro Marcelo, o meu irmão, ganhou uma camiseta por acompanhar o Mercado Livre, que em determinada situação anunciou para o pessoal de lá que os primeiros a aparecerem em seu lounge ganhariam tal prêmio. Quem não acompanhava, indagava-se sobre os efeitos do microcomputador na mente das pessoas que corriam desesperadas em meio ao Centro de Exposições Imigrantes...
A discussão já é velha e gerou muita controvérsia, sobretudo quando da data de publicação da entrevista, no meio do ano passado. O microblogging é válido mas, como talvez tudo na vida, deve ser usado com precaução. Muitos nem sabem pra que ele serve, e na verdade ele não tem um real propósito definido. É como aconteceu com os blogs na época de seu auge, quando a mídia impressa começou a sentir seus abalos. Quem sabe aproveitar bem a ferramenta produz frutos. Mas ela não pode, de maneira alguma, substituir o texto, o jornal ou o livro. Ouvi em algum lugar alguém dizendo que uma mídia não destrói a outra. Geramos conhecimento através de nossas estruturas cognitivas; disseminamos conhecimento quando interagimos essas formas de comunicação com discernimento.
Algumas questões, como a de Fábio Gandour, permanecem sem resposta - talvez pela minha baixa afeição por dissertações ou porque suas respostas dependem do tempo e da reação das pessoas às ferramentas de comunicação. De qualquer forma, tal assunto não deve cair em sentimentos passionais, tanto tradicionais quanto de entusiastas - alguns simplesmente se negam a viver além de 140 caracteres.
Por que não simplesmente apreciar a ironia da frase de Saramago estar em um post com o botão "tweet" ao lado?
Falô aí.
Obs.: já notaram que até os links do Twitter são miniaturizados?
Obs. 2: na mesma revista da Campus Party, há uma coluna falando sobre cartões postais feitos em há 100 anos atrás que refletiam a visão do futuro da época. Pois bem, a imagem do começo do post é um deles....
Obs. 3: esse post já está no Twitter.


Eu não critico quem usa, eu mesmo não faço uso dele, pois não fico conectado o tempo todo, caso contrário, talvez já tivesse tornado mais entre muitos a usar este novo meio de comunicação.
ResponderExcluirEmbora dificilmente eu conseguiria resumir todas as minhas palavras em apenas 140 caracteres.
*depois de ler o post de baixo*
ResponderExcluirAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!! Vc passouuuuuuu!!!!
\o/ \o/ \o/
Parabens, mocinho!!
Fiquei feliz! Realmente feliz!! Depois de tudo que eu passei nessa vida de vestibuNanda, quando eu vejo alguém passar no vestibular me dá uma felicidade tão grande!
Que essa nova etapa da sua vida seja maravilhosa! A vida na universidade é única! hehehehe!!
Awww, ler essa noticia melhorou muito meu dia!!
Tudo de bom pra vc, querido!!
Beijao!!
Valeu, Nanda! Obrigado mesmo!
ResponderExcluirE o Mas Hein, não volta não?
Falô aí.